Com orçamento de R$ 5 milhões, os
produtores Bruno Stroppiana e Donald Ranvaud (Sky Light Cinema) viabilizaram a produção de Tieta do Agreste graças a
um modelo pioneiro, com base na legislação de apoio à atividade cinematográfica através da utilização de todas as possibilidades
da Lei do Audiovisual (8685/93).
Em seu artigo 1º,
a Lei permite a captação de recursos junto a pessoas físicas e jurídicas, que podem deduzir, respectivamente, 3% e 1% do
imposto de renda devido, investindo em produções através da compra de Certificados de Investimentos Audiovisuais
lançados no mercado de capitais. Em seu artigo 3º., a Lei permite a distribuidoras estrangeiras no país investirem até
70% do imposto de renda sobre a remessa de lucros em produções nacionais. Tieta do Agreste foi o primeiro filme realizado
com base neste artigo com investimentos da Columbia Pictures, que distribuirá o filme no Brasil e também terá direito, através
da Sony, à prioridade de sua distribuição nos Estados Unidos.
Nem mesmo a
intervenção do Banco Econômico - principal parceiro da primeira fase de produção, e
ocorrida na segunda semana de filmagem, abalou o projeto. Alguns dias após o fechamento do
banco baiano, o Banco Real procurou a produção, tornando-se seu maior e principal investidor,
adquirindo cerca de US$ 1.250.000 em certificados audiovisuais: "O Banco Real salvou o filme",
garante o produtor Bruno Stropppiana.
A operação
econômica de Tieta do Agreste incluiu também um acordo firmado com a UGC (Union Générale Cinématographique),
a maior distribuidora de filmes na Europa, com sede na França. Através de um adiantamento à produção no valor de
US$ 500.000, a UGC garantiu a distribuição e venda do filme no mercado mundial, com exceção de Portugal e
Espanha, que terão distribuidores específicos.
A montagem
deste super-orçamento para padrões nacionais contou ainda com o Prêmio Resgate do Cinema Brasileiro
(Ministério da Cultura). Foi desenvolvida uma linha de patrocínios (Correios, Governo da Bahia, Usiminas,
Eletrobrás, Petrobrás, Odebrecht, Copene, PQU e Unipar) e de merchandising (Indaiá, Varig, Antárctica e Sharp).
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